sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Poder do Cinema, de Eduardo Geada


Livros Horizonte, Lisboa 1975



… não se pense que esse gosto do rigor e do método que a si próprio impõe, leva Geada a cercear a liberdade de criação, o golpe de asa inventivo. Nada disso. O que caracteriza os seus escritos é justamente o equilíbrio entre a investigação praticada com a seriedade académica e a originalidade dos enfoques, o compromisso com uma visão pessoalíssima dos objectos que trata. Como consegue Geada atingir este difícil desiderato? Através de uma constante actualização dos seus conhecimentos teóricos e técnicos, transpondo para o ensaismo a sua experiência de autor cinematográfico mediada pelo domínio das mais modernas concepções teóricas, das posições que vêem no cinema uma manifestação dialéctica, um fenómeno historicamente caracterizável. Afinal, não é Geada professor, realizador e crítico? E é com base neste tríplice estatuto que é possível realizar uma leitura justa dos trabalhos incluídos nesta colectânea, neste poder do cinema.


(Da introdução de Salvato Teles de Menezes)

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INDICE

INTRODUÇÃO por Salvato Teles de Menezes

I — A ESTÉTICA NA HISTORIA

   1. O Movimento e a Luz do Futuro
   2. O Filme Expressionista Alemão
   3. Dada e Surrealismo no Cinema
 
II — CONSTITUIÇÃO DA LINGUAGEM

   1. Da Cena ao Plano
   2. Eisenstein: O Saber e o Poder
   3. Pasolini: O Real e a Morte
   4. Psicanálise do Écran
 
III — SEXUALIDADE / DESEJO / PRAZER

1. Imagens da Mulher 
2. A. Sensibilidade Homossexual  
3. Do Erotismo à Pornografia  
4. O Fantástico, o Medo e a Morte
 
IV — A FORÇA DO MODELO AMERICANO

1. Os Óscares e a Academia  
2. Holllywood enquanto Parque Infantil  
3. O Cinema como Máquina de Guerra
 
V — O PESADELO E O RISO

1. Charles Chaplin: A Angústia de ser Cómico  
2. Groucho Marx: O Caos e a Ordem  
3. Woody Allen: Humor com Amor se Paga

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Cinema e Transfiguração, de Eduardo Geada


Livros Horizonte, Lisboa 1978

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ÍNDICE

Uma crítica materialista, de Eduardo Paiva Raposo
Da memória ao cinema em acto, de Jorge Leitão ramos

I — Ideologias e mitologias da indústria
1. À margem de Lave Story

2. Iconografia do western-spaghetti

3. O Tubarão e a desestabilização
A) A máquina industrial
B) O filme catástrofe
C) 0 filme de efeitos
D) O monstro e a castração
E) A normalidade e a legitimidade
F) Os heróis do quotidiano .
G) A lei e a ordem

4. Brecht e o cinema: uma experiência sociológica

II — A cultura e o cinema americanos

1. O policial negro americano
A) A violência quotidiana
B) A tradição anglo-saxónica
C) A fronteira interior
D) Os dois mundos da cidade
E) A imagem precisa
F) Cumprir o contrato
G) Só e vulnerável
H) Do compromisso à propaganda
I) O fim do sonho

2. Grandeza e decadência do filme musical
A) A cena e o espaço fílmico
B) O sonho e a realidade
C) O dinheiro e a glória
D) Longe no espaço e no tempo

3. O «Padrinho» americano
A) Quem acredita na América ... 72
B) Uma sociedade mafiosa... 73
C) A moral é a alma do negócio ... 75

III — Um universo fantástico

1. A falsa inocência de Hitchcock
A) Entre o mistério e o suspense
B) Topázio
C) Frenzy

2. Uma odisseia no espaço e no tempo
A) A ciência e a política
B) O aprendiz de feiticeiro
C) A vida extra-terrena

IV — A política dos autores
1. No reino de Orson Kubla Kane
A) Os géneros e os estúdios
B) Reinventar o cinema
C) A marca do autor
D) A liberdade do olhar

2. Mankiewicz: autópsia de uma retórica
A) O poder da palavra
B) O discurso da democracia
C) Representação e planificação

3. O corpo e a voz de Jerry Lewis

4. O charme indiscreto de Luís Bunuel
A) O escândalo
B) Tristana
C) O Charme Discreto

5. Fellini: A memória excessiva
A) Roma fabulosa
B) O Mundo como circo

6. Ingmar Bergman: o corpo e a alma
A) O outro e a metamorfose: Persona
B) Lágrimas e Suspiros

V — A inscrição do real no filme

1. Da realidade à ficção
A) Acontecimentos reais
B) O Assassínio de Trotsky
C) Lua-de-Mel de Assassinos
D) O rebelde «genial»: Ken Russell
E) O caso Rosi
F) Da opinião à verdade

2. Da contestação ao modernismo
A) As normas e as formas
B) Vida em Família
C) Regresso de África

VI —O cinema e a história

1. A tomada do Poder por Rossellini
A) O material da ficção
B) O filme histórico
C) O filme didáctico
D) O filme político

2. Eisenstein: a arte e a revolução
A) À margem de Alexandre Nevski
B) Ivan, a história e a representação
C) A montagem materialista
D) A transfiguração da história

VII— Por um outro cinema

1. Jean-Luc Godard
A) O olhar de Aristóteles a Godard
B) O Mundo e a escrita de Godard

O Imperialismo e o Fascismo no Cinema, de Eduardo Geada


Moraes Editores, Lisboa, 1977

De acordo com a introdução, o livro procura descentrar o cinema do terreno das formas artisticas para colocar algumas questões inerentes à natureza politica do cinema como instituição e à natureza mercantil do filme no sistema capitalista.

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índice
Introdução
1ª PARTE :
Concentração e expansão capitalistas

Capítulo 1: O NASCIMENTO DE HOLLYWOOD
Os Nickel-Odeon
A Fábrica de Sonhos
A Guerra das Patentes
As Vedetas e a Moral
A Descentralização de Hollywood.

Capítulo II: O SONHO AMERICANO
Wall Street entra na Dança
O Cinema Sonoro
O Plano Marshall do Cinema
O Paraíso Perdido
A Caça às Bruxas

Capítulo III: A COLONIZAÇÃO DA EUROPA
O Filme Europeu na América
Das Finanças às Ideias
A Produção Desertora
Os Comissionistas Periféricos
A Indústria Cultural e a Vanguarda
Os Três Cinemas
A Comunidade Económica Capitalista

Capítulo IV: A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA CRISE
As Novas Técnicas
As Novas Salas
Televisão Versus Cinema
Os Conglomerados
A Fatalidade Planetária

2ª PARTE :
Orgânica do filme em Portugal

Capítulo V: O CINEMA DURANTE O FASCISMO
Os Velhos Ideais do Estado Novo
O Estado Novo do Cinema
Um Cinema às Direitas
A Política do Espírito
Proteger que Cinema?
Ainda a Dobragem
O Movimento Cineclubista
O Cinema Novo
Os Ossos do Ofício
Como Romper o Cerco?

Capítulo VI: A DISTRIBUIÇÃO E A EXIBIÇÃO
Os Cinemas de Família
Uma Legislação em Tom de Farsa
Os Pioneiros da Exploração Cinematográfica
A Guerra dos Monopólios
Os Custos da Dependência
Relatório Confidencial

Capítulo VII: ABRIL E A REVOLUÇÃO DESEJADA
O Antifascismo
Parênteses sobre a Pornografia e o Cinema
A Questão Sindical
Situação do Cinema em Portugal na Queda do Fascismo
Definição de uma Política que sirva os Princípios enunciados no Programa do M.F.A.
Grupos de Acção e Animação Cinematográfica
As Campanhas de Dinamização e a RTP
O Anticomunismo
As Unidades de Produção
Contra a Recuperação Capitalista

EPÍLOGO: um poema-manifesto de Maiakovski

APÊNDlCES

— Resumo da Lei n.° 2027 (Fundo do Cinema Nacional)
— Resumo da Lei n.° 7/71 (da Actividade Cinematográfica)
— Critérios de Classificação Etária dos Espectáculos
— Resumo do Decreto-Lei n.° 654/76 (Da Pornografia)
— Resumo do Decreto-Lei n.o 653/76 (Da Pornografia e da Qualidade)
— Taxas para filmes Pornográficos
— Resumo-Esquema do Anteprojecto Sindical de Reestruturação do IPC

LISTA DOS QUADROS

1 —«Money-making Stars» do Cinema Mudo Americano
2— Estrutura Económica do Cinema Americano (Anos Trinta)
3 —Tempo de Projecção do Filme Americano no Mundo
4 —O Código Hays Aplicado pelo «New York State Board of Education»
5— Nacionalidade dos Filmes Importados (Europa)
6—A Produção Desertora Americana
7—A Co-Produção na Europa
8—Os Filmes mais Comerciais (até 1976)
9 — Os Melhores Filmes em 1972 (Inquérito à Critica Internacional)
10— Produção e Mercado Americanos
11 — Número de Televisores e de Automóveis na Europa (1969)
12— Cinema, Televisão e Parque Automóvel na Europa (evolução)
12-A--Número Mundial de Emissores e Receptores de Televisão (1972) 
13— Frequência Cinematográfica em França (oferta-procura-preços)
14—O Cinema e os Monopólios (Conglomerados) Americanos em 1974
15—Salas, Receitas e Frequência na Europa
16— Frequência Cinematográfica Anual por Habitante (Europa)
16-A— Salas de Cinema no Mundo
17— Preço Médio dos Bilhetes na Europa
18— Filmes no Cinema e na Televisão na Europa
19—As Grandes Empresas Cinematográficas USA no Mercado Externo
20—Idades do Espectador Americano em 1975
21 —O Cinema Novo Português
22 —A Produção Cinematográfica em Portugal
23 — Proveniência dos Filmes Estreados em Portugal
24 — Número de Televisores em Portugal
24-A—A Programação da RTP
25— Filmes por Distribuidor em Portugal
26— Frequência Cinematográfica Anual por Habitante em Portugal
27— Número de Espectadores de Cinema em Portugal (em Milhares)
28— Número de Sessões Anuais de Cinema em Portugal
29— Número de Salas de Espectáculos em Portugal (por Distritos)
30— Capacidade dos Recintos de Cinema em Portugal
30-A — Receitas Anuais de Cinema em Portugal (em Milhares de Escudos)
31 — Grandes Circuitos e Monopólios de Exibição e Distribuição em Portugal
32— Ligações Comerciais das Distribuidoras e Exibidoras em Portugal
33— Categoria das Salas Controladas pelas Distribuidoras (Portugal)
34— Classificação Sindical dos Cinemas
35—Circulação da Mercadoria Filme
36— Custos-Tipo para o Exibidor Normal em Portugal
37— Estimativa das Receitas de Exibição e Despesas
38— Preços Médios das Salas de Cinema por Categorias
39— Capitais e Lucros da Distribuição em Portugal
40—Saída de Divisas na Compra dos Filmes
41 — Inscrições no Grémio Nacional das Empresas de Cinema
42—A Censura em Portugal
43 — Percentagens de Classificações Etárias
44 —Organigrama da Criação do IPAC (Trabalhadores do Filme)
45 — Organigrama do Anteprojecto Sindical de Reestruturação
46— Cinema Português (Abril 74—Janeiro 77)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Album de Fotos de Eduardo Geada

 Eduardo Geada 1964

Eduardo Geada 1974


Eduardo Geada 1977


 Eduardo Geada 1977


 Eduardo Geada 1991


  Eduardo Geada 1993


   Eduardo Geada 2010


 Eduardo Geada 2012


Eduardo Geada 2012


 Eduardo Geada 2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Damas ao Bufete episódio da série documental TEMOS FESTA de Eduardo Geada 1978

O episódio retrata um baile de fim de semana no Independente Futebol Clube Torrense do Seixal.

Damas ao bufete era uma expressão comum usada nos intervalos do baile para "os cavalheiros levarem as suas damas ao bufete".

No final do baile havia uma série de números de variedades feitos por amadores, que culminava com uma Dança Apache feita em tom irónico.  

A Dança Apache, muito popular na época nas sociedades de recreio, tem a sua origem na cultura urbana parisiense, sendo um numero usual nos espectáculos de cabaret.

A Dança Apache mostra uma mulher,  com jeito de prostituta francesa, que sofre agressões nas mãos de seu parceiro, ou proxeneta.


YOUTUBE 

Download do episódio completo

Ficha técnica

Realização Eduardo Geada
Produção         RTP
Dir. Produção Tó Luís Campos
Fotografia Manuel Costa e Silva e José Luís Carvalhosa            
Montagem     Maria José Pinto
Som Alexandre Gonçalves, Carlos Alberto e Carlos Filipe

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mulheres de Barba Rija episódio da série documental TEMOS FESTA de Eduardo Geada 1978


Episódio da série documental Temos Festa, produzido e exibido em 1978 para a RTP.
O documentário centra-se num jovem grupo de actores que envereda por realizar espectáculos de travesti na época do pós 25 de Abril, após longos anos de censura terem proibido e transformado em tabu este genero de espectaculos.
O grupo intitulado Travecoop reunia reunia quatro jovens de proveniencias e profissões diferentes que no documentário explicam as razões da sua opção teatral.



Ficha técnica

Realização Eduardo Geada
Actores           Belle Dominique e Travecoop
Produção         RTP
Dir. Produção Tó Luís Campos
Fotografia Manuel Costa e Silva e José Luís Carvalhosa            
Montagem     Maria José Pinto
Musica Braga Santos cantado por Paulo de Carvalho
Som Alexandre Gonçalves, Carlos Alberto e Carlos Filipe